Em 1822, as elites optaram por um regime
monárquico, mas, uma vez conquistada a independência,
competiram com o imperador pelo controle da nação, cuja
liderança assumiram em 1831, quando levaram d. Pedro I a
abdicar. Nos anos que se seguiram, os grupos no poder
sofreram a oposição de liberais radicais que se insurgiram em
vários pontos do país. Ressentiam-se uns da excessiva
centralização e pleiteavam um regime federativo; outros
propunham a abolição gradual da escravidão, demandavam a
nacionalização do comércio, chegando a sugerir a
expropriação dos latifúndios improdutivos.
COSTA, Emília Viotti da. Da Monarquia à República:
momentos decisivos. 8. ed. São Paulo: Editora da Unesp, 2007.
Considerando o texto como referência inicial, julgue
(C ou E) o item a seguir.
A estrutura agrária com base em latifúndios organizados
para a produção mediante o trabalho de escravizados, por
ser antieconômica, incentivou, ao longo do Segundo
Reinado, as experiências de colonização e o
estabelecimento de pequenas propriedades. Nesse
sentido, a Lei de Terras, promulgada em 1850 e
regulamentada pelo Decreto Imperial n° 1.318/1854,
impediu a expansão das grandes propriedades agrícolas.
Ao regulamentar a propriedade fundiária, aboliu o antigo
sistema de sesmarias, herança colonial tornada obsoleta.