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Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
O texto trata da relevância da cartografia histórica na
demarcação de terras indígenas, atividade que requer a
atuação profissional multidisciplinar na análise de aspectos
como o suporte material, a linguag
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
Entende-se da leitura do texto que o Tratado de Madrid
definiu as fronteiras da ocupação territorial da América do
Sul, o que fomentou a produção dos mapas que seriam
usados para subsidiar a independência dos países
colonizados por Portugal e Espanha.
Ao reconhecer aos povos indígenas o direito às terras que
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
A repetição do predicado com o verbo haver, no quarto e no
quinto período do primeiro parágrafo, estabelece, na
estrutura textual, um paralelismo sintático que põe em relevo
a oposição de sentido entre as expressões nominais que
compõem cada um dos predicados.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
Mantêm-se a correção gramatical e a coerência das ideias do
texto caso o comentário da historiadora no segundo período
do segundo parágrafo seja assim reestruturado: A confecção
dos mapas foi realizada nesse período, por expedições
militares e científicas constituídas afim de urbanizar os
indígenas, além de que auxiliaram na construção de
fortalezas, na instalação de registros fiscais e no
reconhecimento das vias de comunicação terrestres e
fluviais.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
Infere-se da leitura do texto que os estudos linguísticos dão
suporte à reconstituição das sucessivas formas de ocupação
de uma área geográfica, por meio da análise da relação entre
as línguas faladas pelos povos envolvidos nos contatos
linguísticos e a estrutura morfológica dos vocábulos
presentes nas famílias de mapas históricos.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
O autor do texto emprega o vocábulo "topônimos" (sexto
período do segundo parágrafo) para designar a representação
do relevo das regiões nos mapas bidimensionais.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
O vocábulo "etno-históricos" pode ser corretamente grafado,
de acordo com as regras ortográficas vigentes, sem o hífen,
desde que seja eliminada a letra h, assim como ocorre com a
palavra coabitar.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
A abordagem 'contracolonial', mencionada pela historiadora
Íris Kantor, corresponde à utilização dos documentos
cartográficos históricos com fins antagônicos aos definidos
em sua elaboração original.
habitam, a Constituição Federal de 1988 favoreceu processos de
demarcação de territórios, que continuam a ser feitos até hoje.
Em todas as regiões do Brasil, as reivindicações geraram uma
profusão de relatórios, laudos e pareceres, produzidos por grupos
técnicos, que realizam os estudos etno-históricos, antropológicos,
ambientais e cartográficos exigidos pela legislação. Em cada uma
dessas iniciativas, consta um elemento em comum: os mapas. Há
representações oficiais, feitas no período colonial, no Império e
na República. Há desenhos feitos à mão pelos moradores ou
produzidos com a ajuda de sistemas de navegação por satélite,
como o GPS, e aplicativos. Por conseguinte, a cartografia vem
ganhando importância na área da antropologia, em contextos
como a formação de professores indígenas, a demarcação e a
gestão ambiental de suas terras, a produção de laudos para a
regularização fundiária.
Nas demarcações, tem sido fundamental a cartografia
histórica, sobretudo para a análise de mapas produzidos na
segunda metade do século XVIII, após a assinatura do Tratado de
Madrid, que delimitou os territórios pertencentes a Portugal e
Espanha na América do Sul, em 1750, afirma a historiadora Íris
Kantor. "Nesse período, os mapas foram confeccionados por
expedições militares e científicas que visavam urbanizar os
indígenas, além de terem facilitado a construção de fortalezas, a
instalação de registros fiscais e o reconhecimento das vias de
comunicação terrestres e fluviais. Hoje, a disponibilização da
cartografia digital em alta resolução e a catalogação dos
espécimes cartográficos permitem fazer um uso 'contracolonial'
desses suportes de informação geográfica bidimensionais",
afirma. Além disso, o uso dos mapas históricos exige
conhecimentos variados. Eles são classificados segundo critérios
como o suporte material, a linguagem gráfica e o público
destinatário. Na elaboração dos laudos técnicos, a presença ou
ausência de topônimos nos mapas possibilita a reconstituição das
sucessivas formas de ocupação de uma área geográfica,
considerando-se ainda as famílias de mapas da região. Esse
método requer o conhecimento da história das línguas indígenas e
suas interações com as línguas dos colonizadores.
Em relação às ideias e a aspectos linguísticos e textuais do texto
precedente, julgue os itens seguintes.
A concordância verbal na primeira oração do penúltimo
período do texto se justifica pelo fato de o sujeito estar
estruturado por coordenação alternativa.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
Ao descrever a captura de tartarugas para consumo
alimentar, na região do Pará, o autor recorre à linguagem
metafórica pelo uso da expressão "toda a multidão do
exército com os escudos às costas", para se referir aos
artefatos usados pelos pescadores na emboscada.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
O texto pertence ao gênero epistolar, em que se sobressai a
função conativa da linguagem, evidenciada pela interpelação
do interlocutor por meio de expressão honorífica, bem como
pelo uso de referenciação locativa orientada deiticamente
pela relação com o interlocutor.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
No trecho "A carne é como a de carneiro, e se fazem dela os
mesmos guisados, que mais parecem de carne que de
pescado", o segmento "de carneiro" vincula-se
sintaticamente ao termo elíptico "carne" como adjunto
adnominal, enquanto os segmentos "de carne" e "de
pescado" vinculam-se sintaticamente ao termo "guisados"
como predicativos do sujeito.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
No trecho "Nos meses de outubro e novembro, saem do mar
e do rio do Pará grande quantidade de tartarugas, que vêm
criar nos areais de algumas ilhas que pelo meio deste
Tocantins estão lançadas", é facultada a flexão do verbo da
primeira oração na terceira pessoa do singular, em
concordância com o núcleo do sujeito posposto.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
A missiva em questão cumpre a dupla função de reportar os
acontecimentos referentes à expedição em que se engaja o
autor e de denunciar a destruição do meio ambiente causada
pelas práticas adotadas pelos habitantes do território —
indígenas e colonizadores — na captura de tartarugas.
Ao padre provincial do Brasil 1654
Com esta frota partimos pelo rio Tocantins,
aproveitando-nos da enchente da maré, que só até aqui nos
acompanhou, prometendo-nos muita felicidade na jornada. (...) À
meia noite fizemos pabóca, que é a frase com que cá se chama o
partir, corrompendo a palavra da terra, e nos dias seguintes
passamos às praias da viração. Parecerá que se chamam assim
por correr nelas vento fresco; mas a razão por que os portugueses
lhe deram este nome é a que direi a V. Rev.ma. Nos meses de
outubro e novembro, saem do mar e do rio do Pará grande
quantidade de tartarugas, que vêm criar nos areais de algumas
ilhas que pelo meio deste Tocantins estão lançadas. (...) A estas
mesmas praias vem, no seu tempo, quase todo o Pará a fazer a
pesca das tartarugas. (...) A carne é como a de carneiro, e se
fazem dela os mesmos guisados, que mais parecem de carne que
de pescado. Os ovos são como os de galinha na cor, e quase no
sabor, a casca, mais branca, e de figura diferente, porque são
redondos (...); e o modo como se faz esta pesca requer mais
notícia que indústria, pela muita cautela e pouca resistência das
tartarugas. Quando vêm a desembarcar nestas praias, trazem
diante duas, como sentinelas, que vêm a espiar com muita pausa;
logo depois destas, com bom espaço vêm oito ou dez, como
descobridores do campo, e depois delas, em maior distância, vem
todo o exército das tartarugas, que consta de muito milhares. Se
as primeiras e as segundas sentem algum rumor, voltam para trás,
e todas se somem num momento: por isso os que vêm à pesca se
escondem todos atrás dos matos e esperam de emboscada com
grande quietação e silêncio. Saem, pois, as duas primeiras espias,
passeiam de alto a baixo toda a praia, e como estas acham o
campo livre, saem também as da vanguarda, e fazem muito
devagar a mesma vigia e, como dão a campanha por segura,
entram à água e voltam, e depois dela sai toda a multidão do
exército com os escudos às costas, e começam a cobrir as praias e
correr em grande tropel para o mais alto delas. Aplica-se cada
uma a fazer sua cova, e, quando já não saem mais e estão
entretidas umas no trabalho, outras já na dor daquela ocupação,
rebentam então os pescadores da emboscada, tomam a parte da
praia e, remetendo as tartarugas, não fazem mais que ir virando e
deixando, porque em estando viradas de costas não se podem
mais bulir, e por isso estas praias e estas tartarugas se chamam de
viração (...).
A respeito do texto precedente e de seus aspectos linguísticos e
literários, julgue os itens a seguir.
No período "Parecerá que se chamam assim por correr nelas
vento fresco; mas a razão por que os portugueses lhe deram
este nome é a que direi a V. Rev.ma.", a preposição "por"
introduz oração subordinada adverbial causal nas duas
ocorrências.
escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que
nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão.
O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto.
Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca
havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à
inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de
chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um
pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém
tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã
mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o
papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela
quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a
amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma
palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que
celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado,
o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa
no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da
audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha
mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu
semblante a luta que havia travado com as forças da encantada
santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu,
para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem
mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para
trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e
matemática.
Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.
A referência, no primeiro período do texto, ao uso de telhas
de cerâmica na construção da escola evidencia a valorização,
por parte dos proprietários da terra, da instituição
educacional como meio de superação do analfabetismo no
meio rural.
escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que
nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão.
O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto.
Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca
havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à
inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de
chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um
pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém
tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã
mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o
papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela
quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a
amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma
palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que
celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado,
o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa
no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da
audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha
mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu
semblante a luta que havia travado com as forças da encantada
santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu,
para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem
mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para
trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e
matemática.
Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.
No quarto período, são separados por ponto e vírgula os itens
da enumeração que se referem aos moradores presentes à
inauguração ? a saber, as mulheres, os homens e as
crianças, e seus respectivos epítetos, tomados como um
conjunto ? enquanto os itens que descrevem a escola são
separados pela conjunção "e" e por vírgula, o que indica a
ausência de continuidade de sentido entre os termos
coordenados.
escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que
nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão.
O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto.
Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca
havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à
inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de
chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um
pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém
tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã
mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o
papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela
quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a
amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma
palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que
celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado,
o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa
no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da
audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha
mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu
semblante a luta que havia travado com as forças da encantada
santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu,
para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem
mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para
trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e
matemática.
Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.
No texto, o foco narrativo na primeira pessoa, identificado
tanto na flexão verbal quanto no sistema pronominal,
evidencia a ênfase na função emotiva da linguagem, sendo o
ponto de vista de um personagem interno à narrativa recurso
argumentativo que confere veracidade aos acontecimentos
narrados.
escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que
nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão.
O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto.
Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca
havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à
inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de
chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um
pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém
tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã
mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o
papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela
quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a
amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma
palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que
celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado,
o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa
no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da
audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha
mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu
semblante a luta que havia travado com as forças da encantada
santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu,
para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem
mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para
trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e
matemática.
Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.
No sexto período, os pronomes de terceira pessoa "seu",
"ela", "seus" e "a", em "a amparassem", assim como a flexão
de pessoa e número da forma verbal "desabasse", são
elementos coesivos que se vinculam referencialmente à
personagem referida, no período anterior, como "irmã mais
velha".
escola, que teve a construção — com telhas de cerâmica que
nenhuma casa de trabalhador poderia ter — concluída no verão.
O prédio recebeu o nome de Antônio Peixoto, pai dos Peixoto.
Homem que, diziam, foi proprietário da fazenda, mas nunca
havia posto os pés ali. Todos os moradores estiveram presentes à
inauguração: as mulheres de lenço na cabeça; os homens de
chapéu e enxada na mão; as crianças rindo da novidade, um
pequeno prédio de três salas, e sem o tal banheiro que ninguém
tinha mesmo. Da família Peixoto se fez presente também a irmã
mais velha, que nunca havia visto por ali. (...) Quando retiraram o
papel que cobria a placa com o nome de seu pai falecido, ela
quase caiu, num choro convulsivo que fez com que seus irmãos a
amparassem para que não desabasse de vez no chão. Nenhuma
palavra de agradecimento a meu pai, que, na noite em que
celebrava o jerê de santa Bárbara, havia pedido, quase ordenado,
o cumprimento da promessa de construção da escola feita à santa
no passado. Mas ele estava lá, em pé, um dos primeiros da
audiência, segurando a mão de Domingas, e ao lado de minha
mãe, com o rosto satisfeito. Pouco importava, poderia ver em seu
semblante a luta que havia travado com as forças da encantada
santa Bárbara para que tivéssemos um destino diferente do seu,
para que não fôssemos analfabetos. Meu pai não sabia nem
mesmo assinar o nome, e fez o que estava ao seu alcance para
trazer uma escola para a fazenda, para que aprendêssemos letra e
matemática.
Julgue os itens que se seguem, em relação ao texto precedente.
No sétimo período, os termos "da promessa", "de
construção" e "da escola" são complementos nominais dos
nomes "cumprimento", "promessa" e "construção",
respectivamente, na estrutura "o cumprimento da promessa
de construção da escola".