Uma relativa estabilidade permite que chegue ao fim
o governo de Prudente de Morais e que se faça, sem maiores
dificuldades, a eleição de seu sucessor. O escolhido é Manuel
Ferraz de Campos Sales, republicano histórico, membro do
PRP, ministro de Deodoro, presidente de São Paulo e político
experimentado, capaz de conciliar posições firmes em
questões importantes, agir com equilíbrio e manter uma
imagem de neutralidade. Sales garante, na verdade, em meio
ao tumultuado processo republicano, a presença de São Paulo
nas decisões mais importantes da política da República.
RESENDE, Maria Efigênia Lage de. O processo político na Primeira
República e o liberalismo oligárquico. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O Brasil republicano: o tempo do
liberalismo oligárquico – da Proclamação da República à Revolução de
1930. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018, p. 101-102.
Considerando o texto apresentado, quanto ao regime
oligárquico da Primeira República e às suas dinâmicas
políticas, julgue (C ou E).
A liderança e o mando discricionário dos coronéis
sobre um conjunto de “votos de cabresto” advinham de
sua ascendência econômica e social como proprietários
rurais, mas toda a organização do sistema eleitoral,
incluindo o custeio de suas despesas e a logística da
apuração, era feita pela Justiça Eleitoral, com sede no
Distrito Federal. Essa centralização garantia a
efetividade da “política dos estados”.