O barão do Rio Branco não veio para o Ministério
como um ministro qualquer. Era já respeitado e admirado por
suas duas vitórias arbitrais. E fora convidado pelo presidente
eleito, Rodrigues Alves, por ter autoridade para propor aos
problemas externos as melhores soluções. Especificamente −
pensava o presidente − para resolver a grande questão do
momento, o Acre. E aí, acertou em cheio o presidente,
fazendo justiça à fama que tinha de escolher bem seus
colaboradores: o historiador, o advogado do Brasil
transformou-se em um estadista já nesse seu primeiro
assunto, a mais grave questão de fronteira que o Brasil teve
em sua história.
GOES FILHO, Synesio Sampaio. Navegantes, bandeirantes e diplomatas.
Brasília: FUNAG, 2015, p. 328, com adaptações.
Considerando o texto precedente como referência inicial,
julgue (C ou E) o item a seguir.
Ao assumir a pasta das Relações Exteriores em
dezembro de 1902, a situação estava em seu ponto
crítico. No atual estado do Acre, viviam milhares de
brasileiros, em sua maioria nordestinos, que, pela
segunda vez em um lustro, haviam-se levantado com
armas contra a Bolívia, a quem pertencia toda a área, não
por velhos e imprecisos tratados coloniais, mas, sim, por
um acordo bilateral de limites, relativamente recente,
de 1867.