Também o exercício da política parecia ser prática
para uma minoria. Isto é, desde a abdicação de D. Pedro I,
em 1831, dois grandes partidos – que determinaram a
passagem da maioria de seus partidários para as fileiras dos
monarquistas, chamados então de “conservadores” –
revezavam-se no poder. Os conservadores triunfaram nas
eleições de 1836, governando de 1837 a 1840. Nesse ano, a
oposição liberal – que, aliada a alguns conservadores, tomou
a frente pela maioridade – tornou-se vitoriosa e permaneceu
no poder até 1841. Mais uma vez, os conservadores, de 1841
a 1844; os liberais, de 1844 a 1848; os conservadores, de
1848 a 1853; e foi em 1853 que se inaugurou a
“conciliação”, misturando-se representantes dos dois partidos
nacionais.
SCHWARCZ, Lilia Moritz; e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma
biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 281, com adaptações.
No que tange às primeiras décadas da conformação política
do Segundo Reinado, julgue (C ou E).
Mesmo havendo o revezamento entre liberais e
conservadores, é possível notar, nas décadas que se
seguiram, uma maior centralização do Estado, que
passou a concentrar, em suas mãos, importantes
decisões de amplos setores da nação. Protagonista
desse movimento, o imperador D. Pedro II, valendo-se
de seu poder moderador, reinava e governava.