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1 Q89457
HISTÓRIA DO BRASIL
6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo.
Ano: 2025 Banca: CEBRASPE / CESPE
A década de 1920 foi palco, no Brasil, da séria crise socioeconômica e política cuja solução somente se daria, de fato, com a instalação do Estado Novo, em 1937. Do ponto de vista político, tratou-se de uma crise de hegemonia que pode ser desdobrada em dois momentos, o primeiro dos quais abarcou os anos 20, que teve como sentido último a contestação à preponderância da burguesia cafeeira, que culminou com a conhecida revolução de 30.
Sônia Regina de Miranda. Estado e sociedade: a consolidação da república oligárquica.
In: Maria Yedda Linhares (Org.). História geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1996, p. 256 (com adaptações).

Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue os itens seguintes, relativos à Primeira República, também denominada República Velha.

Entre os fatos significativos que marcaram o ano de 1922, merecem destaque as celebrações do Centenário da Independência, a emergência do tenentismo, a fundação do Partido Comunista e, no campo da cultura, a Semana de Arte Moderna, que propunha uma inovadora leitura artística e literária do país.
2 Q85025
HISTÓRIA DO BRASIL
6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo.
Ano: 2024 Banca: CEBRASPE / CESPE
Acerca do período da Primeira República no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.

O Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade, tematizou a tensão (deglutição crítica do outro) entre culturas ameríndias e africanas e a cultura europeia, diferenciando-se assim das proposições assimilacionistas do indigenismo romântico do século XIX.
3 Q85300
HISTÓRIA DO BRASIL
6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo.
Ano: 2023 Banca: IADES
Considerando o processo de emancipação política das
mulheres no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.

Em 1910, foi fundado o Partido Republicano Feminino
(PRF), presidido por Leolinda de Figueiredo Daltro, uma
professora que se dirigia principalmente a outras
docentes e a mulheres de classe média. Um de seus
principais pleitos era a intenção de que os cargos
públicos fossem abertos a todos os brasileiros,
independentemente de sexo. Leolinda Daltro foi
extremamente importante nos primeiros passos para um
movimento feminista organizado no Brasil e para que a
discussão a respeito da emancipação feminina fosse
difundida mais amplamente na sociedade.
4 Q85301
HISTÓRIA DO BRASIL
6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo.
Ano: 2023 Banca: IADES
Considerando o processo de emancipação política das
mulheres no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.

Em 1919, Bertha Lutz representou o Brasil, em parceria
com Olga de Paiva Meira, na reunião do Conselho
Feminino da Organização Internacional do Trabalho, na
qual foi aprovado o princípio de salário igual para
trabalho igual. Em 1922, Bertha Lutz participou da
primeira Conferência Panamericana de Mulheres,
ocorrida em Baltimore, nos Estados Unidos da América.
Ao fim dessa Conferência, as representantes
latino-americanas formaram a Associação Panamericana
de Mulheres e definiram que, em cada país da América
Latina, haveria uma Associação Nacional e associações
estaduais, conforme aplicável.
5 Q86012
HISTÓRIA DO BRASIL
6.6 Sociedade e cultura: o Modernismo.
Ano: 2004 Banca: CEBRASPE / CESPE

Com a queda da monarquia, em 1889, ainda que
preservada a dominação oligárquica, o novo regime acaba
beneficiando-se dos efeitos modernizadores, decorrentes da abolição
da escravatura (1888), sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira que se dinamiza com a introdução do trabalho livre e de
imigrantes europeus. Com a Primeira República, extingue-se o
sistema censitário, mas os analfabetos são excluídos totalmente do
direito de voto.
As primeiras pressões democratizantes buscando alterar a
ordem liberal excludente se desencadeiam apenas na década de 20,
quando se inicia a crise da República Velha, que, com a Revolução
de 1930, submerge no centro de suas próprias contradições. As
insurreições sucessivas dos tenentes e a Coluna Prestes permitem,
mais tarde, que a Aliança Liberal, com a Revolução de 1930,
transcenda à mera disputa regionalista e se transforme em um
projeto nacional que busca legitimidade nas camadas médias urbanas,
superando os limites ideológicos das oligarquias dissidentes.
Essas aspirações crescentes do Brasil urbano serão, em parte,
frustradas, após 1930, pela conjugação de duas tendências
antiliberais — o estatismo crescente e o pensamento autoritário. A
radicalização político-ideológica dos anos críticos, entre 1934 e
1938, solapa o consenso revolucionário e produz efeitos perversos.
Na república populista, após o Estado Novo de Vargas, persiste o
mesmo padrão dominante da lógica liberal e da práxis autoritária. A
estruturação partidária de 1945 a 1966 foi dominada pela
hegemonia dos partidos conservadores.
Hélgio Trindade . Brasil em perspectiva: conservadorismo liberal e democracia
bloqueada. In: Carlos Guilherme Mota (Org.). Viagem incompleta: a experiência
brasileira (1500–2000) – a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 357–64
( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

Paradoxalmente, a Semana de Art e Moderna de 1922 acabou
por oferecer apoio ao regime oligárquico que começava a ser
combatido com mais firmeza. Em que pese sua estética
inovadora, até revolucionária, sua obsessão em valorizar uma
cultura genuinamente brasileira e livre dos cânones europeus
reforçou o conservadorismo político que tanto interessava
aos donos do poder.