Banco de Questões
Foram encontradas 11 questões
O voto feminino no Brasil, fundamental na luta pela igualdade de gênero no país — liderada, por exemplo, por Bertha Lutz, Leolinda Daltro e Carlota Pereira de Queirós — foi conquistado em 1932 após forte resistência conservadora, que alegava desvio de papel da mulher no lar e se estruturara a partir de pressões religiosas e de setores da elite política.
A participação de intelectuais como Mário de Andrade, expoente do movimento antropofágico, na proposição de uma política estatal de memória pública, com a criação do Serviço Histórico e Artístico Nacional, garantiu, em inícios do Estado Novo, a valorização de diferentes matrizes culturais na definição de patrimônio histórico e artístico nacional.
mulheres no Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em
parceria com outros grupos como a Aliança Cívica das
Brasileiras e a Aliança Nacional de Mulheres, atuou
intensamente para que o Código Eleitoral, aprovado em
1932, definisse como eleitor todo cidadão maior de 21
anos de idade, sem distinção de sexo. Após a vitória de
1932, era necessário assegurar que a nova Constituição
também garantiria a igualdade de direitos políticos às
mulheres. Uma forma de, seguramente, intervir no texto
constitucional seria participar de sua criação. Assim,
Bertha Lutz, com o apoio da Federação Brasileira pelo
Progresso Feminino, e Nathercia Silveira, líder da
Aliança Nacional de Mulheres, participaram da comissão
organizadora do anteprojeto constitucional. Nas eleições
para a Constituinte, ocorridas em 1933, Bertha Lutz (Rio
de Janeiro) e Carlota Pereira de Queiroz (São Paulo)
concorreram. Bertha Lutz foi eleita, sendo a primeira
deputada federal do Brasil e única representante do sexo
feminino na Constituinte de 1933/1934.
Francisco Campos, um dos principais ideólogos do Estado
Novo, defendia que esse novo Estado promovesse uma
“consciência nacional” capaz de unificar uma nação dividida,
por meio de transformações estimuladas pela mentalidade das
multidões e de seus líderes.
sociais e na política externa. A respeito dessas mudanças, julgue
(C ou E).
O Estado empreendeu, a partir de 1930, ação determinante
na educação, com o intuito de criar um sistema nacional,
esforço que envolveu educadores de diferentes correntes,
como a dos reformadores liberais e a dos católicos, e
também a própria elite cultural.
Com a queda da monarquia, em 1889, ainda que
preservada a dominação oligárquica, o novo regime acaba
beneficiando-se dos efeitos modernizadores, decorrentes da abolição
da escravatura (1888), sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira que se dinamiza com a introdução do trabalho livre e de
imigrantes europeus. Com a Primeira República, extingue-se o
sistema censitário, mas os analfabetos são excluídos totalmente do
direito de voto.
As primeiras pressões democratizantes buscando alterar a
ordem liberal excludente se desencadeiam apenas na década de 20,
quando se inicia a crise da República Velha, que, com a Revolução
de 1930, submerge no centro de suas próprias contradições. As
insurreições sucessivas dos tenentes e a Coluna Prestes permitem,
mais tarde, que a Aliança Liberal, com a Revolução de 1930,
transcenda à mera disputa regionalista e se transforme em um
projeto nacional que busca legitimidade nas camadas médias urbanas,
superando os limites ideológicos das oligarquias dissidentes.
Essas aspirações crescentes do Brasil urbano serão, em parte,
frustradas, após 1930, pela conjugação de duas tendências
antiliberais — o estatismo crescente e o pensamento autoritário. A
radicalização político-ideológica dos anos críticos, entre 1934 e
1938, solapa o consenso revolucionário e produz efeitos perversos.
Na república populista, após o Estado Novo de Vargas, persiste o
mesmo padrão dominante da lógica liberal e da práxis autoritária. A
estruturação partidária de 1945 a 1966 foi dominada pela
hegemonia dos partidos conservadores.
Hélgio Trindade . Brasil em perspectiva: conservadorismo liberal e democracia
bloqueada. In: Carlos Guilherme Mota (Org.). Viagem incompleta: a experiência
brasileira (1500–2000) – a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 357–64
( c o m a d a p t a ç õ e s ) .
O que os modern i s t as procuravam fazer na década de 20 do
século passado, isto é, uma nova forma de ol h ar o Brasil,
es t imulando a mudança da imagem que o brasileiro fazia de
si mesmo e do país , g an ha considerável impulso na década
seguinte. É quando, entre outros intelectuais que se lançam
à tarefa de interpretar o Brasil, Gilberto Freyre publica Casa
Grande & Senzala, defendendo a extraordinária força da
mestiçagem cultural brasileira.
É na visão retrospectiva que se descobrem as características (boas ou más) da cultura nacional, cuja originalidade não precisa ser proposta nem defendida, mas pode ser constatada e criticada. A liberdade de criação será maior se o artista, o escritor ou o pensador, como Machado de Assis e Clarice Lispector, não tiverem de criar uma arte, uma literatura ou um pensamento supostamente nacionais. Uma tal perspectiva não significa abdicar do nacional em detrimento do universal, do local em detrimento do global, pois, se o universalismo pode ser visto como uma invenção eurocêntrica, a universalidade não tem centro. Embora desigual e assimet ricamente, valores, idéias, expressões cultu rais e costumes — nacionais e locais — migram, f arão isso mais freqüentemente com a maior facilidade das comunicações e sempre terão o potencial de universalizar-se. As obras de Machado e Clarice, sem deixar de ser brasileiras, são um claro exemplo dessa possibilidade de universalização.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos da cultura, julgue o item seguinte.
Ao longo do século XX, especialmente a partir dos anos 1930, o processo de modernização econômica e política do país — de que seriam símbolos o fim da República Velha e o esforço de industrialização — se fez acompanhar de sensível renovação em determinadas áreas da cultura, como na música — a exemplo da obra de Heitor Villa-Lobos — e na pintura — com o trabalho de Portinari.
É na visão retrospectiva que se descobrem as características (boas ou más) da cultura nacional, cuja originalidade não precisa ser proposta nem defendida, mas pode ser constatada e criticada. A liberdade de criação será maior se o artista, o escritor ou o pensador, como Machado de Assis e Clarice Lispector, não tiverem de criar uma arte, uma literatura ou um pensamento supostamente nacionais. Uma tal perspectiva não significa abdicar do nacional em detrimento do universal, do local em detrimento do global, pois, se o universalismo pode ser visto como uma invenção eurocêntrica, a universalidade não tem centro. Embora desigual e assimet ricamente, valores, idéias, expressões cultu rais e costumes — nacionais e locais — migram, f arão isso mais freqüentemente com a maior facilidade das comunicações e sempre terão o potencial de universalizar-se. As obras de Machado e Clarice, sem deixar de ser brasileiras, são um claro exemplo dessa possibilidade de universalização.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos da cultura, julgue o item seguinte.
As encenações de Vestido de Noiva, em 1943, e de Álbum de Família, dois anos depois, definitivamente colocaram seu autor — Nélson Rodrigues — no primeiro plano da dramaturgia brasileira. Contudo, por maior que tenha sido seu impacto, a obra rodriguiana não revolucionou os padrões vigentes no teatro brasileiro desde o século XIX, talvez por não ter ousado em termos formais e temáticos.
É na visão retrospectiva que se descobrem as características (boas ou más) da cultura nacional, cuja originalidade não precisa ser proposta nem defendida, mas pode ser constatada e criticada. A liberdade de criação será maior se o artista, o escritor ou o pensador, como Machado de Assis e Clarice Lispector, não tiverem de criar uma arte, uma literatura ou um pensamento supostamente nacionais. Uma tal perspectiva não significa abdicar do nacional em detrimento do universal, do local em detrimento do global, pois, se o universalismo pode ser visto como uma invenção eurocêntrica, a universalidade não tem centro. Embora desigual e assimet ricamente, valores, idéias, expressões cultu rais e costumes — nacionais e locais — migram, f arão isso mais freqüentemente com a maior facilidade das comunicações e sempre terão o potencial de universalizar-se. As obras de Machado e Clarice, sem deixar de ser brasileiras, são um claro exemplo dessa possibilidade de universalização.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos da cultura, julgue o item seguinte.
Ministro da Educação e Cultura na época do Estado Novo de Vargas, Gustavo Capanema instituiu o Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, atitude considerada essencial para preservar a memória do país, decisivo para estancar um processo em marcha de destruição de relíquias arquitetônicas que remontavam ao passado colonial. Na formulação e na execução de sua política cultural, Capanema cercou-se de nomes expressivos da intelectualidade brasileira, como Rodrigo Melo Franco de Andrade, Augusto Meyer, Carlos Drummond de Andrade, Lúcio Costa, Villa-Lobos e Mário de Andrade.
É na visão retrospectiva que se descobrem as características (boas ou más) da cultura nacional, cuja originalidade não precisa ser proposta nem defendida, mas pode ser constatada e criticada. A liberdade de criação será maior se o artista, o escritor ou o pensador, como Machado de Assis e Clarice Lispector, não tiverem de criar uma arte, uma literatura ou um pensamento supostamente nacionais. Uma tal perspectiva não significa abdicar do nacional em detrimento do universal, do local em detrimento do global, pois, se o universalismo pode ser visto como uma invenção eurocêntrica, a universalidade não tem centro. Embora desigual e assimet ricamente, valores, idéias, expressões cultu rais e costumes — nacionais e locais — migram, f arão isso mais freqüentemente com a maior facilidade das comunicações e sempre terão o potencial de universalizar-se. As obras de Machado e Clarice, sem deixar de ser brasileiras, são um claro exemplo dessa possibilidade de universalização.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando os múltiplos aspectos da cultura, julgue o item seguinte.
A música popular brasileira talvez seja uma das mais admiradas internacionalmente pela riqueza melódica, profusão rítmica e variedade temática. Especialmente a partir dos anos 1930, tornaram-se célebres compositores como Noel Rosa, mesclando boleros com tintas de tango argentino; Ary Barroso e suas letras intimistas, sem concessão a exaltações nacionalistas e patrióticas; Antonio
Carlos Jobim, escrevendo letras precisas; Chico Buarque de Hollanda e sua particular apreensão da música erudita.