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1 Q85295
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2023 Banca: IADES
No que concerne à política externa brasileira na década de
1960, julgue (C ou E) o item a seguir.

No começo da década de 1960, as questões de política
externa e interna estiveram particularmente relacionadas.
Intensificou-se o debate de política externa em torno das
duas tendências que haviam surgido a partir do final da
Segunda Guerra Mundial: a americanista, que defendia o
desenvolvimento associado aos países industrializados e
colocava ênfase especial na amizade com os Estados
Unidos da América (EUA), e a nacionaldesenvolvimentista
ou independente, que pregava a
mobilização nacional no desenvolvimento, a
independência com relação aos EUA e a colaboração
com os demais países em desenvolvimento.
2 Q85296
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2023 Banca: IADES
No que concerne à política externa brasileira na década de
1960, julgue (C ou E) o item a seguir.

Na visão americanista, embora a rigidez da Guerra Fria
nos anos de 1950 tivesse diminuído, o conflito
leste-oeste deveria ser o tema central da política externa
brasileira. O Ocidente representava os ideais de
liberdade, igualdade, fraternidade, humanismo,
racionalismo, ciência e democracia.
3 Q85297
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2023 Banca: IADES
No que concerne à política externa brasileira na década de
1960, julgue (C ou E) o item a seguir.

Criada em um mundo dividido em dois blocos, a política
externa independente buscou obter vantagens para o País
como resultado dessa divisão. Ao sublinhar seu empenho
na autodeterminação dos povos, reivindicou maior
liberdade para o Brasil no mundo, levando em
consideração seus interesses econômicos. Procurou
diversificar as relações diplomáticas do Brasil,
principalmente no campo econômico e comercial,
incorporando a Europa Oriental ao universo das relações
do Brasil. Também inclinou-se a assumir uma nova
liderança entre os países em desenvolvimento, mirandose
no exemplo de líderes como Nasser, Tito e Nehru, os
quais pretendiam consolidar e ampliar a independência
política do Terceiro Mundo.
4 Q85298
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2023 Banca: IADES
No que concerne à política externa brasileira na década de
1960, julgue (C ou E) o item a seguir.

A política externa independente revelou pragmatismo
inédito nas relações internacionais do Brasil, que
permitiu adotar, para cada problema ou questão concreta,
uma linha de conduta mais próxima dos objetivos
traçados, sem ligação prévia com blocos de nações ou
ideologias. Foi além da definição do interesse nacional
em vista da modificação do processo de desenvolvimento
interno, fundado na maior participação do País no
mercado internacional.
5 Q86199
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2020 Banca: IADES
Em relação ao período de 1945 a 1964, julgue (C ou E) os
itens a seguir.

Criada em 1948, a Comissão Econômica para a América
Latina (CEPAL) reuniu economistas e cientistas sociais
dedicados a estudar problemas comuns de países
latino-americanos, em particular relacionados às
consequências negativas da dependência gerada pelo
modelo agroexportador.
6 Q86200
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2020 Banca: IADES
Em relação ao período de 1945 a 1964, julgue (C ou E) os
itens a seguir.

A Política Externa Independente (PEI), instituída no
governo Jânio Quadros, em 1961, e mantida em suas linhas
gerais pelo governo de João Goulart, foi coerente e deu
continuidade à tradição da política externa brasileira.
7 Q86466
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2019 Banca: IADES
Considerando as forças políticas e sociais atuantes
no decorrer do ano de 1945, fica evidente que a corrente
antiEstado Novo era numericamente limitada e de extração
social e política bem definida. No outro extremo,
posicionava-se parte da população brasileira comprometida
com o projeto social getulista/trabalhista. Entre 1945 e 1964,
viveu-se uma fase da trajetória nacional brasileira que, apesar
das inúmeras contradições que a marcaram, encontrou, na
efervescência da vida partidária, uma efetiva contribuição
para a ampliação da prática da democracia política no Brasil.
DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Partidos políticos e frentes parlamentares:
projetos, desafios e conflitos na democracia. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano (3): o tempo da experiência
democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 131-132, com adaptações.
Com base no fragmento do texto apresentado como referência
inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945
e 1964, julgue (C ou E).

Lançada por Jânio Quadros, tendo à frente o chanceler
San Tiago Dantas, e ampliada no governo João
Goulart, especialmente sob a liderança de Afonso
Arinos, a Política Externa Independente rompeu com a
tradição brasileira de aproximação com Washington e
aproximou o País do bloco socialista, à época liderado
pela República Popular da China.
8 Q86759
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2018 Banca: CEBRASPE / CESPE
A história da República brasileira foi marcada por rupturas
institucionais. Com relação às crises na República, julgue (C ou E).

A Guerra Fria marcou profundamente a política brasileira
durante a experiência liberal, entre 1945 e 1964. A
aproximação do Brasil com os Estados Unidos da América
resultou na ilegalidade do Partido Comunista, alijado das
eleições para a formação da Assembleia Constituinte de 1946.
9 Q87308
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2016 Banca: CEBRASPE / CESPE
A atmosfera política era de grande agitação não apenas
entre os militares, políticos e empresários que queriam livrar-se do
governo. João Goulart defrontara-se, no início de 1964, com sua
própria fragilidade. Chegara à Presidência da República por acaso
e por sorte, após a surpreendente renúncia de Jânio Quadros e
contra a vontade dos ministros militares, que só admitiram sua
posse depois de tratativas políticas que o enquadraram.
Carlos Fico. Além do golpe: a tomada do poder em
31 de março de 1964 e a ditadura militar. Rio de
Janeiro: Record, 2004, p. 16 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E)
o item subsequente, relacionado à crise final do regime da
Constituição de 1946.

A Política Externa Independente, lançada no breve governo de
Jânio Quadros, sob a liderança de San Tiago Dantas, embora
atenuada no período de Goulart, foi um dos símbolos da
polarização ideológica daquele contexto histórico, chegando
mesmo a suplantar, em importância e na intensidade do debate,
o explosivo tema da reforma agrária.
10 Q87766
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2015 Banca: CEBRASPE / CESPE
Implantada a partir da queda do Estado Novo de Vargas (1945), a
República Liberal (1946-1964) viu o Brasil industrializar-se e
urbanizar-se, conhecendo inédita experiência democrática, com
partidos nacionais, eleições periódicas e ampliação dos mecanismos
de participação política. Todavia, graves foram as crises desse
período, que culminaram no golpe de 1964. No que se refere a esse
período, julgue (C ou E).

A proposta da Operação Pan-Americana foi recebida com
resistências pelos EUA, que arcaria com grande parte de seus
custos financeiros, e pela Argentina, que via na iniciativa uma
tentativa de hegemonia brasileira no continente.
11 Q87767
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2015 Banca: CEBRASPE / CESPE
Implantada a partir da queda do Estado Novo de Vargas (1945), a
República Liberal (1946-1964) viu o Brasil industrializar-se e
urbanizar-se, conhecendo inédita experiência democrática, com
partidos nacionais, eleições periódicas e ampliação dos mecanismos
de participação política. Todavia, graves foram as crises desse
período, que culminaram no golpe de 1964. No que se refere a esse
período, julgue (C ou E).

Durante o seu curto governo, o presidente Jânio Quadros
conciliou iniciativas simpáticas à esquerda em política externa
com medidas simpáticas aos conservadores em política
econômica.
12 Q88048
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2014 Banca: CEBRASPE / CESPE
Julgue (C ou E) o item relativo à República Liberal de
1945 a 1964.

A política externa independente consistiu da adaptação da
política externa brasileira às transformações do sistema
internacional em fins da década de 50 e início da década de
60 do século passado, tais como a recuperação da Europa
Ocidental e do Japão, o processo de descolonização,
principalmente da África, o fortalecimento dos países
socialistas, o surgimento do Movimento dos Países Não
Alinhados, a Revolução Cubana e a mudança da estratégia
norte-americana para os países da América Latina,
particularmente para o Brasil.
13 Q90354
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2008 Banca: CEBRASPE / CESPE

Acerca da Política Externa Independente (1961-1964), julgue (C ou E) os itens a seguir.

O Chanceler San Tiago Dantas concebia o desenvolvimento com menor dependência externa, advogando uma diplomacia atenta ao interesse nacional.

14 Q90355
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2008 Banca: CEBRASPE / CESPE

Acerca da Política Externa Independente (1961-1964), julgue (C ou E) os itens a seguir.

Um dos traços da Política Externa Independente era a autonomia decisória brasileira, a ser mantida nos órgãos multilaterais, com o objetivo de serem defendidos os interesses do desenvolvimento.

15 Q90356
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2008 Banca: CEBRASPE / CESPE

Acerca da Política Externa Independente (1961-1964), julgue (C ou E) os itens a seguir.

Convocado para opinar na Organização dos Estados Americanos, o Brasil votou contra o bloqueio naval imposto a Cuba pelos Estados Unidos da América em 1962.

 

16 Q88316
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2007 Banca: CEBRASPE / CESPE
Quanto às relações entre Brasil e EUA durante a República
Liberal (1945-1964), assinale a opção incorreta.
A
B
C
D
E
17 Q85642
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2005 Banca: CEBRASPE / CESPE

Os acontecimentos que convulsionaram o país na
primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os
atos de força que depuseram Goulart não podem ser
adequadamente compreendidos sem que se leve em
conta o processo de transformação experimentado pelo
Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas
(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização
nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir
de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa
modernização foi bastante impulsionada na segunda
metade da década de 50: era o desenvolvimentismo
dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e
consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa
Independente refletia um quadro internacional
favorável à obtenção de margens mais amplas de
autonomia por parte das áreas periféricas — com a
consolidação das independências na Ásia, o surto de
descolonização na África e o advento de novas posições
(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,
pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo
— e, ante a acentuada radicalização interna, passou a
ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de
R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da
América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

A crise final do regime instaurado em 1946 ocorreu, para usar
expressão do texto VI, nos convulsionados primeiros anos da
década de 60 expresso no texto VI. Assinale a opção correta
acerca do período de quase duas décadas de normalidade
democrática vivida pelo país, após a derrocada da ditadura
getulista.

A
B
C
D
E
18 Q85647
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2005 Banca: CEBRASPE / CESPE

Os acontecimentos que convulsionaram o país na
primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os
atos de força que depuseram Goulart não podem ser
adequadamente compreendidos sem que se leve em
conta o processo de transformação experimentado pelo
Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas
(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização
nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir
de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa
modernização foi bastante impulsionada na segunda
metade da década de 50: era o desenvolvimentismo
dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e
consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa
Independente refletia um quadro internacional
favorável à obtenção de margens mais amplas de
autonomia por parte das áreas periféricas — com a
consolidação das independências na Ásia, o surto de
descolonização na África e o advento de novas posições
(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,
pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo
— e, ante a acentuada radicalização interna, passou a
ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de
R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da
América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).

O texto VI lembra que a Política Externa Independente (PEI)
“refletia um quadro internacional favorável à obtenção de
margens mais amplas de autonomia por parte das áreas
periféricas”. A esse respeito, assinale a opção correta.

A
B
C
D
E
19 Q86017
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2004 Banca: CEBRASPE / CESPE

Com a queda da monarquia, em 1889, ainda que
preservada a dominação oligárquica, o novo regime acaba
beneficiando-se dos efeitos modernizadores, decorrentes da abolição
da escravatura (1888), sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira que se dinamiza com a introdução do trabalho livre e de
imigrantes europeus. Com a Primeira República, extingue-se o
sistema censitário, mas os analfabetos são excluídos totalmente do
direito de voto.
As primeiras pressões democratizantes buscando alterar a
ordem liberal excludente se desencadeiam apenas na década de 20,
quando se inicia a crise da República Velha, que, com a Revolução
de 1930, submerge no centro de suas próprias contradições. As
insurreições sucessivas dos tenentes e a Coluna Prestes permitem,
mais tarde, que a Aliança Liberal, com a Revolução de 1930,
transcenda à mera disputa regionalista e se transforme em um
projeto nacional que busca legitimidade nas camadas médias urbanas,
superando os limites ideológicos das oligarquias dissidentes.
Essas aspirações crescentes do Brasil urbano serão, em parte,
frustradas, após 1930, pela conjugação de duas tendências
antiliberais — o estatismo crescente e o pensamento autoritário. A
radicalização político-ideológica dos anos críticos, entre 1934 e
1938, solapa o consenso revolucionário e produz efeitos perversos.
Na república populista, após o Estado Novo de Vargas, persiste o
mesmo padrão dominante da lógica liberal e da práxis autoritária. A
estruturação partidária de 1945 a 1966 foi dominada pela
hegemonia dos partidos conservadores.
Hélgio Trindade . Brasil em perspectiva: conservadorismo liberal e democracia
bloqueada. In: Carlos Guilherme Mota (Org.). Viagem incompleta: a experiência
brasileira (1500–2000) – a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 357–64
( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

Sem paral elo com qualquer outro momento vivido pela
diplomacia brasileira no período republican o , a Política
E xt e rna Independente, nos primeiros anos da década de 60
do século passado , levou o Brasil a romper com suas
tradições em termos de pol í tica internacional, assumindo
posição de confronto com os EUA e a Europa Ocidental, de
crescente rivalidade com a Argentina e de apoio explícito ao
bloco socia l ista nos fóruns multilaterais, particularmente na
ONU.

20 Q89334
HISTÓRIA DO BRASIL
8.3 Política externa.
Ano: 2003 Banca: CEBRASPE / CESPE
Com o advento da República, a política externa
brasileira voltou-se para uma deliberada aproximação com
os EUA, país que reconhecera, quase que de imediato, o
novo regime político do Brasil. Isso não significou que
houvessem sido abandonadas as ligações com a Europa,
especialmente com a Grã-Bretanha, marca registrada das
relações exteriores durante o Império. Mas articulavam-se,
com o barão do Rio Branco à frente do ministério, as novas
bases de uma identidade continental, que garantiria um
alinhamento do Brasil com os EUA, mantido, apenas com
pequenas alterações, até o presente.
Maria Lígia Prado. Davi e Golias: as relações entre Brasil e Estados Unidos no século XX.
In: Carlos Guilherme Mota (org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500–2000)
— a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 326 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando
a inserção internacional do Brasil ao longo do período
republicano, julgue os itens subseqüentes.

Entre os momentos em que “o alinhamento do Brasil
com os EUA” — mantido, segundo o texto, ao longo do
período republicano — sofreu algum tipo de
constrangimento, pode-se citar a fase da Política Externa
Independente. Lançada na primeira metade dos anos 60
do século passado, ela refletia os anseios de se praticar
um ponto de vista internacional a partir dos interesses
nacionais em um rico e complexo contexto histórico, no
qual se destacavam, entre outros marcantes
acontecimentos, os impactos da Revolução Cubana e a
emergência das novas nações africanas.