Banco de Questões
Foram encontradas 17 questões
Bem vivo entre os europeus na década de 1930, o trauma da Primeira Guerra Mundial transformou-se em forte ressentimento nos países derrotados no conflito e atingidos em seu orgulho nacional, o que alimentou ideologias como o nazismo e o crescimento do militarismo alemão.
A aliança, ainda que temporária, entre o capitalismo liberal e o comunismo foi fundamental para a derrota do regime nazista alemão na Segunda Guerra Mundial.
está na interpretação do sentido e das implicações decorrentes
dos fatos visíveis em dados ou em imagens transmitidas pelos
noticiários. Pode-se pensar na questão como uma espécie de jogo
de Lego: os acontecimentos, os fatos, os dados contidos em
relatórios seriam como peças postas em uma caixa, mas a
capacidade de reunir essas peças para formar figuras vai
depender de recursos teóricos que permitam interpretar o
significado e as conexões possíveis das peças.
Raphael Spode e, Gabriel G. Xavier.
Abordagens clássicas das relações internacionais.
São Paulo: Conceito Editorial, 2012, p. 23 (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue
(C ou E) o item a seguir, referente ao período entre as duas
guerras mundiais, à Segunda Guerra Mundial e a declarações da
Organização das Nações Unidas (ONU).
A Alemanha, após ter declarado guerra à URSS em 1941, não
poderia manter uma guerra longa, pois, apesar de seus
esforços, produzia bem menos aviões que seus rivais
Inglaterra, URSS e Estados Unidos da América; depois da
bem-sucedida ofensiva alemã contra as regiões do Cáucaso e
do baixo Volga, as tropas germânicas foram detidas em
Stalingrado, momento a partir do qual a derrota alemã foi
apenas uma questão de tempo.
pelas forças nazistas, para os anos vindouros e para todo o
mundo contemporâneo, julgue (C ou E).
Os mecanismos de contenção para uma eventual
expansão germânica, inscritos nas cláusulas restritivas
do Tratado de Versalhes, operaram desde a
implementação da política nazista, estabilizando a
segurança europeia e encontrando, sobretudo na
Conferência de Munique (onde fora decidida a
anexação da Tchecoslováquia), o intenso e
bem-sucedido protagonismo da Liga das Nações.
pelas forças nazistas, para os anos vindouros e para todo o
mundo contemporâneo, julgue (C ou E).
A anexação da Tchecoslováquia em 1938, arbitrada
durante a convenção de Munique, ocorreu em uma
coerência análoga (à do expansionismo alemão), que
levou à anexação da Áustria e, com isso, à
incorporação de um efetivo de mais 100 mil homens às
forças armadas nazistas.
pelas forças nazistas, para os anos vindouros e para todo o
mundo contemporâneo, julgue (C ou E).
A impotência da Inglaterra e da França, em Munique,
resultou não somente na queda da Tchecoslováquia,
mas deu a Hitler uma percepção geoestratégica do
potencial que sua arma de guerra tinha no plano real.
pelas forças nazistas, para os anos vindouros e para todo o
mundo contemporâneo, julgue (C ou E).
A Conferência de Munique foi o palco de esforços para
a contenção da expansão nazista, e não pode ser
confundida como a primeira de uma série de vitórias
alemãs, uma vez que a anexação da Tchecoslováquia
logrou evitar que novas reivindicações anexionistas
fossem feitas pelo Terceiro Reich.
pelo menos por décadas. Os impressionantes problemas sociais e
econômicos do capitalismo na Era da Catástrofe aparentemente
sumiram. A economia do mundo ocidental entrou em sua Era de
Ouro; a democracia política ocidental, apoiada por uma
extraordinária melhora na vida material, ficou estável; baniu-se a
guerra para o terceiro mundo. Por outro lado, até mesmo a
revolução pareceu ter encontrado seu caminho para a frente.
Os velhos impérios coloniais desapareceram ou logo estariam
destinados a desaparecer.
Eric Hobsbawn. Era dos extremos: o breve século
XX. Cia das Letras: São Paulo, 2005, p. 59.
Tendo como referência inicial o texto precedente, julgue (C ou E)
o seguinte item, relativos às causas e aos desdobramentos da
Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Como causas da Segunda Guerra Mundial, além das intenções
imperialistas de Japão, Alemanha e Itália, havia também no
contexto uma justificação ideológica da luta contra os
comunistas pelos países fascistas.
As forças vencedoras da Segunda Guerra Mundial induziram expressivos movimentos migratórios entre a população de várias partes da Europa, com o objetivo de dotar os Estados, na nova ordem, de maior homogeneidade étnica.
As divergências interpretativas sobre as causas da Segunda Guerra Mundial não permitem identificar que países e lideranças políticas terão sido responsáveis pela eclosão do conflito.
A derrocada do Império Turco-Otomano, consequência da Primeira Guerra Mundial, fez da Turquia uma república secular que não adotou uma posição neutra no contexto da Segunda Guerra Mundial.
Embora, em aparência, os Bálcãs não estivessem diretamente
envolvidos nos acontecimentos que levaram à Segunda Guerra
Mundial, verifica-se que a influência da Alemanha nazista e da
Itália fascista nos Estados da região favoreceu o avanço das
tropas de Hitler na direção de Moscou.
o grande momento de inflexão do século XX. Decorrência de duas
décadas de instabilidade política, comoção social e crise
econômica, ela foi o mais universalizado dos conflitos e, ao chegar
ao fim, gerou uma ordem internacional que se afastava dos padrões
vigentes, a rigor, desde a Idade Moderna. Relativamente aos fatores
que determinaram o início de hostilidades e às conferências que
estabeleceram as balizas do novo cenário mundial, assinale a opção
correta.
interpretações historiográficas divergentes, que se estendem
aos dias atuais. Acerca desse debate historiográfico, julgue
(C ou E).
A chamada linha Maginot, estratégia defensiva posta em
prática pela França no período que antecedeu ao início da
Primeira Guerra Mundial, embora contestada inclusive
por alguns oficiais franceses, contribuiu para retardar a
invasão do país pelas tropas alemãs na Segunda Guerra.
O período que se seguiu à Grande Guerra pode
ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a
1924–28, quando todos os países europeus
procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra
e voltar às condições econômicas normais, equivale
dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28
a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que
trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os
governos se empenharam no esforço coletivo para
superar a crise, desenvolvendo práticas
intervencionistas não adotadas até então.
J. J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In:
O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
O texto IV faz do ano de 1939 — não por acaso, o que assinala
o início da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) — seu marco
cronológico final. A propósito desse conflito, cujo caráter
mundial é bem mais acentuado do que o daquele que o antecedeu,
julgue (C ou E) os itens subseqüentes.
Entre os múltiplos fatores que levaram à Segunda
Guerra, um dos mais determinantes foi a acentuada
desestruturação da economia mundial, que, mal
recuperada dos efeitos da Primeira Guerra, sucumbiu ao
quadro de profunda depressão advinda do crash
financeiro nova-iorquino.
O período que se seguiu à Grande Guerra pode
ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a
1924–28, quando todos os países europeus
procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra
e voltar às condições econômicas normais, equivale
dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28
a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que
trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os
governos se empenharam no esforço coletivo para
superar a crise, desenvolvendo práticas
intervencionistas não adotadas até então.
J. J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In:
O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
O texto IV faz do ano de 1939 — não por acaso, o que assinala
o início da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) — seu marco
cronológico final. A propósito desse conflito, cujo caráter
mundial é bem mais acentuado do que o daquele que o antecedeu,
julgue (C ou E) os itens subseqüentes.
Apesar de não-expansionistas, os regimes nazifascistas
contribuíram para que a Segunda Guerra Mundial
acontecesse ao insistirem nos métodos econômicos
intervencionistas e nos maciços investimentos militares.
Há algo que não se pode dizer do século XX: que foi um
tempo de brumas, silêncios e mistérios. Tudo nele foi a céu aberto,
agressivamente iluminado, escancarado e estridente. E, no entanto,
ele é ainda um enigma — um claro en igma, parafraseando
Drummond —, e dele não podemos fazer o necrológio completo. E
porque findou como uma curva inesperada da história, em um
astucioso desencontro do que achávamos ser o futuro, turvou nossa
memória e nosso olhar. E tornou-se pedra e esfinge, com um brilho
que ainda cega e desafia.
O século XX foi, sem dúvida, um século das utopias.
O seu andamento coincidiu com a máxima expansão das categorias
fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que
presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do
socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. E talvez por isso
exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais
preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente,
o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais
próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e
sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX sancionou o Estado-nação como a forma, por
excelência, de organização das sociedades em peregrinação para o
futuro e em busca de transparência. Os Estados nacionais ergueramse
como personagens privilegiadas de uma história humana cada vez
mais cosmopolita, para lembrar Kant, modificando de forma radical
a paisagem do mundo. Com eles, o direito assumiu progressivamente
a condição de um idioma universal, reagindo sobre o passado e
destruindo velhas estruturas hierárquicas fundadas em privilégios e na
tradição.
Mas o século XX não é apenas um tempo de esperanças.
É também o século do medo e das tragédias injustificáveis. A dura
realidade dos interesses provoca dois grandes conflitos mundiais, um
tenso período de guerra fria e uma interminável série de guerras
localizadas. Um século de violência dos que oprimem e dos que se
revoltam.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma
de prefácio). Apud: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (Org.).
Pensar o século XX. São Paulo: Unesp, 2003, p. 15–9 (com
a d a p t a ç õ e s ) .
Os dois grandes conflitos mundiais do século XX tiveram
origens e motivações distintas. Enquanto a Grande Guerra de
1914 teve, des d e o início, caráter mundial, em função
sobretudo do colonialismo europeu que estendia seus
tentáculos por vários continentes, a Segunda Guerra
circunscreveu-se ao palco europeu, malgrado ter contado com
a participação de países americanos e asiáticos.