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embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a
minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava
em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava
cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em
público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas
fechadas, contudo, um confronto épico tivera início.
ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações.
Com base no fragmento do texto apresentado como
referência inicial e considerando acontecimentos marcantes
da história contemporânea, julgue (C ou E).
Última conferência entre os três grandes líderes aliados
na Segunda Guerra, Potsdam debateu o futuro da
Alemanha derrotada: divisão do país entre os
vencedores, completa desnazificação e criação de
tribunal para julgar criminosos de guerra.
criadas em meio aos traumas resultantes das duas grandes guerras,
julgue (C ou E) o item subsequente, a respeito dos períodos
pós-guerras.
A Carta das Nações Unidas, elaborada em conferência realizada
em São Francisco, declarava a luta pelos direitos humanos, o
respeito à autodeterminação dos povos e a solidariedade
universal como princípios básicos da ONU.
criadas em meio aos traumas resultantes das duas grandes guerras,
julgue (C ou E) o item subsequente, a respeito dos períodos
pós-guerras.
A criação de tribunais militares responsáveis pelo julgamento
dos crimes de guerra foi uma das decisões da Conferência
de Potsdam. Foram então criados dois tribunais internacionais,
um sediado em Nuremberg e outro em Tóquio, no qual se
destacou entre as acusações dos réus japoneses a escravização
sexual de mulheres, as então chamadas mulheres de conforto.
Mundiais em diferentes aspectos nas sociedades latino-americanas,
julgue (C ou E).
A Argentina manteve-se neutra durante quase toda a Segunda
Guerra Mundial, tendo declarado guerra à Alemanha em 1945,
para reunir condições de participar da Conferência de São
Francisco.
O FMI e o BIRD emanaram da Carta de Havana (1947). Por sua vez, o GATT foi criado pelo Acordo de Bretton Woods
(1944), tendo sido o Brasil um dos 23 signatários originais.
O Congresso dos EUA aprovou o estabelecimento da Organização Internacional do Comércio (OIC), que depois evoluiu
para a atual Organização Mundial do Comércio (OMC).
A União Europeia (UE) foi criada pelo Tratado de Roma de 1957.
Stalin buscava uma base territorial para promover, no imediato pós-guerra, ações desestabilizadoras contra governos da Europa ocidental.
Roosevelt e Churchill, diante da pressão de Stalin, aceitaram formalmente a criação de uma área de influência soviética na Europa oriental.
Em Yalta, houve acordo quanto às zonas de ocupação da Alemanha derrotada.
Ao perseguir sua hegemonia na Europa oriental, a URSS buscava proteção contra eventuais ações militares vindas do Ocidente.
realmente no momento da rendição da Alemanha e do Japão e da
realização das conferências de Yalta e Potsdam, que selaram o
encerramento da guerra. O crescimento do poderio soviético e a
decadência das velhas potências européias formavam o pano de fundo
para que Washington assumisse finalmente a vocação de liderança do
Ocidente capitalista.
A hegemonia global dos Estados Unidos da América (EUA)
traduzia-se nas esferas econômica e estratégica. Os conglomerados
transnacionais americanos tornam-se grandes investidores. Na
condição de credores das nações capitalistas, os EUA organizam
programas voltados para a reconstrução européia (Plano Marshall) e
asiática (Plano Colombo). Os acordos de Bretton Woods
transformavam o dólar em “moeda do mundo”, ao estabelecerem um
sistema de paridade fixa e convertibilidade entre o dólar e o ouro.
Cria-se uma nova arquitetura financeira global, cujos instrumentos
eram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento
(BIRD, ou Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Guerra Fria trouxe o desenvolvimento do armamentismo nos
EUA e na União Soviética, assim como, em menor escala, nos países
europeus e na China. O esforço armamentista originou também o
chamado Complexo Industrial-Militar, que liga o Pentágono aos
conglomerados industriais fabricantes de equipamentos bélicos e atua
no Poder legislativo por meio de poderosos lobbies.
Demétrio Magnoli. O Mundo Contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 71-2 (com adaptações).
No que respeita ao novo tempo nas relações internacionais que marcou
a construção dos cenários posteriores à Segunda Guerra Mundial,
como expresso no texto, julgue (C ou E) os itens que se seguem.
Sucessivos encontros entre as principais lideranças aliadas,
no decorrer da Segunda Guerra, não foram capazes de, pelo
menos, delinearem o novo sistema mundial que prevaleceria
após o conflito. Foi preciso que a URSS dominasse a
tecnologia nuclear para receber a concordância do Ocidente
para seu propósito de fazer do Leste europeu área de sua
influência direta.
O período que se seguiu à Grande Guerra pode
ser decomposto em três grandes fatias: de 1919 a
1924–28, quando todos os países europeus
procuraram liquidar os resquícios deixados pela guerra
e voltar às condições econômicas normais, equivale
dizer, às condições dominantes em 1914; de 1924–28
a 1931–33, com o grande surto de prosperidade, que
trazia, no seu bojo, os elementos da crise detonada
nos EUA em 1929; de 1932–33 a 1939, quando os
governos se empenharam no esforço coletivo para
superar a crise, desenvolvendo práticas
intervencionistas não adotadas até então.
J. J. de Arruda. A crise do capitalismo. D. A. Reis Filho, J. Ferreira, C. Zenha (orgs.). In:
O século XX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 22 (com adaptações).
O texto IV faz do ano de 1939 — não por acaso, o que assinala
o início da Segunda Guerra Mundial (1939–1945) — seu marco
cronológico final. A propósito desse conflito, cujo caráter
mundial é bem mais acentuado do que o daquele que o antecedeu,
julgue (C ou E) os itens subseqüentes.
Nos encontros entre os líderes aliados, na etapa final da
Segunda Guerra, traçou-se a estratégia de uma nova
ordem internacional, na qual ficaram nítidas a força e a
intenção dos vitoriosos de conter o poderio dos
integrantes do Eixo.
1968, no âmbito das relações internacionais, foi ditado pela supremacia
de dois gigantes sobre o mundo. Os EUA e a União Soviética (URSS)
assenhoraram-se dos espaços e criaram um condomínio de poder que só
foi abalado no final da década de 60 e início da de 70.
Existiram, no entanto, nuances no sistema condominial de poder.
Da relação quente da Guerra Fria (1947–1955) à lógica da coexistência
pacífica (1955–1968), as duas superpotências migraram da situação de
desconfiança mútua para uma modalidade de convivência tolerável.
Da corrida atômica do final da década de 40 e início da de 50 às
negociações para um sistema de segurança mundial sustentado no
equilíbrio das armas nucleares, os dois gigantes evoluíram nas suas
percepções acerca da avassaladora capacidade destrutiva que
carregavam.
José Flávio Sombra Saraiva. Dois gigantes e um condomínio: da Guerra Fria
à coexistência pacífica. In: José Flávio Sombra Saraiva (org.). Relações
internacionais: dois séculos de História – entre a ordem bipolar e o policentrismo
(de 1947 a nossos dias). Brasília: IBRI, 2001, p. 19 (com adaptações).
Tendo o texto apresentado como referência inicial e considerando as
relações internacionais do pós-1945, julgue os itens a seguir.
À medida que os acontecimentos da Segunda Guerra apontavam
para o término do conflito, com a derrocada militar das forças do
eixo nazi-fascista, delineavam-se os contornos do novo sistema de
poder mundial que doravante vigoraria, algo cada vez mais presente
nas reuniões de cúpula dos aliados, a exemplo do ocorrido em
Teerã, em novembro de 1943, Yalta, em fevereiro de 1945, e
Potsdam, em julho de 1945.