Banco de Questões

Foram encontradas 6 questões

1 Q86508
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2019 Banca: IADES
Em julho de 1945, aos oito anos de idade,
embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a
minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava
em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava
cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em
público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas
fechadas, contudo, um confronto épico tivera início.
ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
 Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações.
Com base no fragmento do texto apresentado como
referência inicial e considerando acontecimentos marcantes
da história contemporânea, julgue (C ou E).

Entre os diversos conflitos que explodiram em várias
regiões, ao longo da Guerra Fria, merecem destaque,
pelas próprias repercussões, a Guerra da Coreia,
consolidando a divisão da península em dois Estados, e
a Guerra do Vietnã, na qual os Estados Unidos da
América se envolveram diretamente por muitos anos e
da qual resultou a reunificação do país asiático, sob a
liderança do norte comunista.
2 Q88096
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2014 Banca: CEBRASPE / CESPE
Os projetos de Bretton Woods se mostraram irrelevantes perto do objetivo urgente de reconstruir as economias das nações que estiveram em guerra. O pior conflito do mundo foi mais destrutivo para economias e sociedades do que o previsto. No pósguerra, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos aliados europeus — URSS, França, Bélgica, Holanda e outros — correspondia a menos de 4/5 do que valia em 1939; na maioria desses países, os índices de 1946 estavam bem menores que os do início da década de 20. As condições nos países derrotados eram muito piores.
A mudança de posição da Europa ocidental na economia internacional dificultaria a recuperação. Para se reconstruir, o continente precisava importar alimentos, matérias-primas e equipamentos tecnológicos. No entanto, boa parte da capacidade europeia de ganhar dinheiro para financiar as importações havia se esgotado. Com a Guerra Fria, a Europa Ocidental passou a não ter mais acesso aos mercados das partes oriental e central do continente. Enquanto isso, os EUA e o restante do hemisfério ocidental desfrutavam de prosperidade.
Jeffry A. Frieden. Capitalismo global: história econômica e política do século
XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008, p. 283-4 (com adaptações).

Tendo ainda o texto de J.A. Frieden acima como referência, julgue (C ou E) o item subsequente, relativos ao quadro histórico europeu e mundial do pós-Segunda Guerra.

A guinada da Revolução Cubana para o socialismo transplantou a Guerra Fria para a América. Na primeira metade da década de 60, a descoberta de mísseis soviéticos instalados na ilha comandada por Fidel Castro exacerbou dramaticamente a tensão mundial e o confronto Leste versus Oeste.
3 Q89077
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2010 Banca: CEBRASPE / CESPE
Com relação à evolução da Guerra Fria, julgue C ou E.

Mais do que em razão de disputas territoriais no subcontinente indiano, três guerras sucessivas (sino-indiana, em 1962,
e indo-paquistanesas, em 1965 e 1971) evidenciaram a intensidade da Guerra Fria naquela região.
4 Q87681
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2006 Banca: CEBRASPE / CESPE
A condição norte-americana de superpotência consolidou-se
realmente no momento da rendição da Alemanha e do Japão e da
realização das conferências de Yalta e Potsdam, que selaram o
encerramento da guerra. O crescimento do poderio soviético e a
decadência das velhas potências européias formavam o pano de fundo
para que Washington assumisse finalmente a vocação de liderança do
Ocidente capitalista.
A hegemonia global dos Estados Unidos da América (EUA)
traduzia-se nas esferas econômica e estratégica. Os conglomerados
transnacionais americanos tornam-se grandes investidores. Na
condição de credores das nações capitalistas, os EUA organizam
programas voltados para a reconstrução européia (Plano Marshall) e
asiática (Plano Colombo). Os acordos de Bretton Woods
transformavam o dólar em “moeda do mundo”, ao estabelecerem um
sistema de paridade fixa e convertibilidade entre o dólar e o ouro.
Cria-se uma nova arquitetura financeira global, cujos instrumentos
eram o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento
(BIRD, ou Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
A Guerra Fria trouxe o desenvolvimento do armamentismo nos
EUA e na União Soviética, assim como, em menor escala, nos países
europeus e na China. O esforço armamentista originou também o
chamado Complexo Industrial-Militar, que liga o Pentágono aos
conglomerados industriais fabricantes de equipamentos bélicos e atua
no Poder legislativo por meio de poderosos lobbies.
Demétrio Magnoli. O Mundo Contemporâneo. São Paulo: Atual, 2004, p. 71-2 (com adaptações).

Tendo o texto como referência inicial e considerando o
panorama mundial do pós-Segunda Guerra, julgue os itens
seguintes.

A Crise dos Mísseis, em 1962, trouxe para o
continente americano toda a carga de dramaticidade
que envolvia o sistema bipolar do pós-Segunda
Guerra. Após tensas negociações secretas, a URSS
concordou em retirar os armamentos instalados em
Cuba ante o compromisso norte-americano de não
mais investir na derrubada do regime cubano.
5 Q86008
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2004 Banca: CEBRASPE / CESPE

Há algo que não se pode dizer do século XX: que foi um
tempo de brumas, silêncios e mistérios. Tudo nele foi a céu aberto,
agressivamente iluminado, escancarado e estridente. E, no entanto,
ele é ainda um enigma — um claro en igma, parafraseando
Drummond —, e dele não podemos fazer o necrológio completo. E
porque findou como uma curva inesperada da história, em um
astucioso desencontro do que achávamos ser o futuro, turvou nossa
memória e nosso olhar. E tornou-se pedra e esfinge, com um brilho
que ainda cega e desafia.
O século XX foi, sem dúvida, um século das utopias.
O seu andamento coincidiu com a máxima expansão das categorias
fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que
presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do
socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. E talvez por isso
exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais
preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente,
o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais
próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e
sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX sancionou o Estado-nação como a forma, por
excelência, de organização das sociedades em peregrinação para o
futuro e em busca de transparência. Os Estados nacionais ergueramse
como personagens privilegiadas de uma história humana cada vez
mais cosmopolita, para lembrar Kant, modificando de forma radical
a paisagem do mundo. Com eles, o direito assumiu progressivamente
a condição de um idioma universal, reagindo sobre o passado e
destruindo velhas estruturas hierárquicas fundadas em privilégios e na
tradição.
Mas o século XX não é apenas um tempo de esperanças.
É também o século do medo e das tragédias injustificáveis. A dura
realidade dos interesses provoca dois grandes conflitos mundiais, um
tenso período de guerra fria e uma interminável série de guerras
localizadas. Um século de violência dos que oprimem e dos que se
revoltam.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma
de prefácio). Apud: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (Org.).
Pensar o século XX. São Paulo: Unesp, 2003, p. 15–9 (com
a d a p t a ç õ e s ) .

Exemplos marcantes d e g u erras localizadas — de que foi
pródigo o século XX, como lembra o texto — são as
ocorridas no Oriente Médio, salientando o caráter estratégico
da região, na qual se mesclam motivações de ordem
religiosa, geopolítica e econômica, esta diretamente ligada
às abundantes reservas de petróleo lá existentes.

6 Q89326
HISTÓRIA MUNDIAL
3.14 Os conflitos localizados.
Ano: 2003 Banca: CEBRASPE / CESPE
O curso das duas décadas que vinculam o ano de 1947 ao de
1968, no âmbito das relações internacionais, foi ditado pela supremacia
de dois gigantes sobre o mundo. Os EUA e a União Soviética (URSS)
assenhoraram-se dos espaços e criaram um condomínio de poder que só
foi abalado no final da década de 60 e início da de 70.
Existiram, no entanto, nuances no sistema condominial de poder.
Da relação quente da Guerra Fria (1947–1955) à lógica da coexistência
pacífica (1955–1968), as duas superpotências migraram da situação de
desconfiança mútua para uma modalidade de convivência tolerável.
Da corrida atômica do final da década de 40 e início da de 50 às
negociações para um sistema de segurança mundial sustentado no
equilíbrio das armas nucleares, os dois gigantes evoluíram nas suas
percepções acerca da avassaladora capacidade destrutiva que
carregavam.
José Flávio Sombra Saraiva. Dois gigantes e um condomínio: da Guerra Fria
à coexistência pacífica. In: José Flávio Sombra Saraiva (org.). Relações
internacionais: dois séculos de História – entre a ordem bipolar e o policentrismo
(de 1947 a nossos dias). Brasília: IBRI, 2001, p. 19 (com adaptações).

Tendo o texto apresentado como referência inicial e considerando as
relações internacionais do pós-1945, julgue os itens a seguir.

No período correspondente à coexistência pacífica, tal
como concebido pelo texto, a crise dos mísseis — como
ficou conhecido o episódio de instalação desses
artefatos pela URSS em Cuba, descoberto pelos EUA,
que reagiram vigorosamente — acirrou o quadro de
confronto entre as duas superpotências e foi visto por
muitos como causa de um iminente e aterrador embate
nuclear, que não se concretizou. O estratégico recuo de
Kennedy, ante a firme decisão de Krushev de não
retirar os mísseis, pôs fim ao contencioso.