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A queda de seus satélites europeus a partir do final dos anos 1980 e a difícil aceitação por Moscou da reunificação alemã contribuíram para incrementar o colapso da então União Soviética como superpotência internacional.
Guerra Fria, julgue (C ou E) o item a seguir.
Paralelamente às consequências econômicas e políticas do
colapso da URSS e da Europa Oriental, que foram mais
dramáticas que as ocorridas na Europa Ocidental em fins da
década de 80 do século passado, as ricas economias do
capitalismo trataram a crise de forma urgente e maciça, tendo
o fim da Guerra Fria sido considerado o fim de um conflito, e
não o fim de uma era.
absolutamente normal, porque é uma situação forçada, mas na
sociedade futura será completamente normal, porque será livre.
Mas, mesmo agora, [ela] estava no seu direito; sofria, e isso
constitui, por assim dizer, os seus fundos, o seu capital, do qual
tinha o pleno direito de dispor. É claro que na sociedade futura não
existirá o capital; mas a sua profissão poderá ser designada por
outro nome e regulada de maneira racional e normal. Pelo que se
refere pessoalmente a Sófia Siemiônovna, nos tempos atuais, eu
considero o seu procedimento um enérgico e concreto protesto
contra a estrutura da sociedade, e respeito-a profundamente por
isso.
Fiódor M. Dostoiévski. Crime e castigo. São
Paulo: Martin Claret, 2013, p. 406. Publicação
original: 1866 (com adaptações).
Considerando as ideias do fragmento de texto antecedente como
referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, a respeito de
significativas transformações sociais e políticas ocorridas ao fim do
século XIX e ao longo do século XX.
No novo cenário mundial do pós-Guerra Fria, a organização
econômica e política mundial do poder estava representada
pela separação dos blocos econômicos do NAFTA, dos Tigres
Asiáticos, da União Europeia, da Comunidade dos Estados
Independentes e do MERCOSUL.
Desde sua criação, o bloco comunista consolidado no Pacto de Varsóvia manteve-se coeso, sem crises internas.
Considerando os aspectos marcantes da história do século XX a que se refere o texto acima, julgue (C ou E) os itens subsequentes.
Tensões nacionalistas semelhantes às que levaram ao desmonte de impérios existentes até a Primeira Guerra, a exemplo do Otomano e do Habsburgo, surgiram ou reapareceram em fins dos anos 80 do século passado, quando ocorreram o desmantelamento da União Soviética e o colapso da experiência do socialismo real na Europa do Leste.
Quando a Segunda Guerra chegou ao fim, a realidade mundial era
outra, bem distante da que existia antes de 1939. A aliança entre
norte-americanos e soviéticos durante o conflito, vital para a
derrota do Eixo nazifascista, desfez-se e foi substituída pela
acirrada disputa por zonas de influência em escala planetária.
A propósito desse novo quadro mundial, julgue (C ou E) os itens
seguintes.
O colapso da União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas, ao final da década de 80, deveu-se às
contradições internas de um regime incapaz mesmo de
admitir a necessidade de reformas que dinamizassem a
economia e trouxessem mais transparência às ações
políticas.
Há algo que não se pode dizer do século XX: que foi um
tempo de brumas, silêncios e mistérios. Tudo nele foi a céu aberto,
agressivamente iluminado, escancarado e estridente. E, no entanto,
ele é ainda um enigma — um claro en igma, parafraseando
Drummond —, e dele não podemos fazer o necrológio completo. E
porque findou como uma curva inesperada da história, em um
astucioso desencontro do que achávamos ser o futuro, turvou nossa
memória e nosso olhar. E tornou-se pedra e esfinge, com um brilho
que ainda cega e desafia.
O século XX foi, sem dúvida, um século das utopias.
O seu andamento coincidiu com a máxima expansão das categorias
fundamentais do mundo moderno — sujeito e trabalho —, eixos que
presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do
socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. E talvez por isso
exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais
preparado e explicado pelos séculos anteriores e, simultaneamente,
o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais
próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e
sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX sancionou o Estado-nação como a forma, por
excelência, de organização das sociedades em peregrinação para o
futuro e em busca de transparência. Os Estados nacionais ergueramse
como personagens privilegiadas de uma história humana cada vez
mais cosmopolita, para lembrar Kant, modificando de forma radical
a paisagem do mundo. Com eles, o direito assumiu progressivamente
a condição de um idioma universal, reagindo sobre o passado e
destruindo velhas estruturas hierárquicas fundadas em privilégios e na
tradição.
Mas o século XX não é apenas um tempo de esperanças.
É também o século do medo e das tragédias injustificáveis. A dura
realidade dos interesses provoca dois grandes conflitos mundiais, um
tenso período de guerra fria e uma interminável série de guerras
localizadas. Um século de violência dos que oprimem e dos que se
revoltam.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma
de prefácio). Apud: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (Org.).
Pensar o século XX. São Paulo: Unesp, 2003, p. 15–9 (com
a d a p t a ç õ e s ) .
Uma “ curva inesperada da história”, como diz o texto ao se
referir à forma pela qual o século XX chegou ao fim, pode ser
identificada na desintegração da Uni ão das Repúblicas
Socialistas Sov i ét i cas (URSS) e no desmonte do
d enominado sociali s mo real do Les t e eu ro p eu ,
sacramentando a morte de um sistema bipolar de poder
mundial que vigorou, com maior ou menor intensidade,
desde o pós-Segunda Guerra.