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Américas.
outra, não era nova. O século XIX havia experimentado na Europa
Central uma variedade de uniões alfandegárias, com diferentes
graus de sucesso, e, mesmo antes da Primeira Guerra Mundial,
ocasionalmente, falava-se com idealismo a respeito da noção de que
o futuro da Europa estava na convergência das diversas partes. A
própria Primeira Guerra Mundial, longe de dissipar essas visões
otimistas, parece ter-lhes conferido mais vigor: conforme Aristide
Briand insistia, chegara o momento de superar rivalidades passadas
e pensar e falar como europeu, sentir-se europeu.
Tony Judt. Pós-guerra: uma história da Europa desde 1945.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 166 (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a
temática por ele abordada, julgue (C ou E).
A assinatura de tratados como o de Roma e o de
Maastricht resultou de um longo processo de integração
europeia, iniciado no pós-Segunda Guerra, tendo o fim da
Guerra Fria possibilitado, dada a remoção dos obstáculos
geopolíticos que impunham limites à expansão do espaço
comunitário, um novo ciclo de ampliação do número de
países integrantes da União Europeia.
A tese advogada pela CEPAL no sentido da industrialização da América Latina foi seguida, com maior ou menor êxito,
pelos países da região.
Os acontecimentos que convulsionaram o país na
primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os
atos de força que depuseram Goulart não podem ser
adequadamente compreendidos sem que se leve em
conta o processo de transformação experimentado pelo
Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas
(1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização
nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir
de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa
modernização foi bastante impulsionada na segunda
metade da década de 50: era o desenvolvimentismo
dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e
consagrado pelo lema “50 anos em 5”.
Nessa conjuntura, a Política Externa
Independente refletia um quadro internacional
favorável à obtenção de margens mais amplas de
autonomia por parte das áreas periféricas — com a
consolidação das independências na Ásia, o surto de
descolonização na África e o advento de novas posições
(pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo,
pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo
— e, ante a acentuada radicalização interna, passou a
ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
A. J. Barbosa. Parlamento, política externa e o golpe de 1964. In: E. C. de
R. Martins (Org.). Relações internacionais: visões do Brasil e da
América Latina. Brasília: IBRI, 2003, p. 251 e 254 (com adaptações).
Considerando a conjuntura apresentada no texto VI, verifica-se
que, passados cerca de trinta anos, a realidade mundial era muito
distinta da existente naqueles convulsionados anos 60. No que
concerne ao novo quadro histórico que começou a ser
consolidado na década de 80 do século XX, julgue (C ou E) os
itens que se seguem.
Brasil e Argentina, quando governados, respectivamente,
por José Sarney e Raúl Alfonsín, iniciaram um
processo de aproximação cujo desdobramento foi a
constituição do Mercado Comum do Sul
(MERCOSUL), que incorporou dois outros sócios —
Paraguai e Uruguai.