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1 Q89452
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2025 Banca: CEBRASPE / CESPE
Estruturas sociais e políticas criadas no período colonial e mantidas em grande parte pelo regime monárquico não foram combatidas pela elite oligárquica republicana que ajudou a derrubar a Monarquia, pois, em grande parte, ela mesma se beneficiava dessas estruturas arcaicas.
Marcos Napolitano. História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2017, p.8 (com adaptações).

Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os itens subsequentes, acerca do processo histórico brasileiro relativo à colonização, ao Império e à República.

O último expressivo acontecimento do Império foi a abolição da escravidão, em 1888, decisão que não rompia com as estruturas coloniais de exploração do trabalho e de discriminação, uma vez que não foi acompanhada de medidas que efetivamente propiciassem a incorporação dos antigos escravos à cidadania, o que explica, em larga medida, a manutenção do quadro de exclusão e desigualdade que se arrastou no período republicano.
2 Q86753
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2018 Banca: CEBRASPE / CESPE
Tendo em vista que a questão servil, como denominada por
D. Pedro II em sua fala do trono em 1865, foi elemento fulcral na
formação da sociedade brasileira, julgue (C ou E) o
item, relativo à escravidão no Império brasileiro.

A despeito do longo histórico das pressões inglesas, o tráfico
de escravos para o Brasil passou a ser tipificado como ilegal
apenas em 1850, quando o contexto interno tornou-se
favorável à adoção dessa tipificação.
3 Q86754
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2018 Banca: CEBRASPE / CESPE
Tendo em vista que a questão servil, como denominada por
D. Pedro II em sua fala do trono em 1865, foi elemento fulcral na
formação da sociedade brasileira, julgue (C ou E) o
item, relativo à escravidão no Império brasileiro.

O projeto da chamada Lei do Ventre Livre foi inicialmente
discutido no Conselho de Estado, sob a demanda de
D. Pedro II, e aprovado pelo parlamento, sob a ação do
Visconde do Rio Branco. Se, por um lado, a lei garantiu aos
proprietários a manutenção da mão de obra escrava, por outro,
pôs em questão a legitimidade dessa instituição e ampliou as
expectativas de liberdade dos cativos.
4 Q86755
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2018 Banca: CEBRASPE / CESPE
Tendo em vista que a questão servil, como denominada por
D. Pedro II em sua fala do trono em 1865, foi elemento fulcral na
formação da sociedade brasileira, julgue (C ou E) o
item, relativo à escravidão no Império brasileiro.

O movimento abolicionista brasileiro se deu a partir da década
de 80 do século XIX e foi marcado pelo isolamento
internacional, uma vez que o Brasil era o último país ocidental
a manter a escravidão. A base desse movimento no Brasil era
a defesa do direito natural à liberdade.
5 Q90353
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2008 Banca: CEBRASPE / CESPE

Durante o Segundo Reinado (1840-1889), Europa e Estados Unidos da América (EUA) desempenharam importante papel na formação interna e inserção internacional do Brasil. Com relação a esse tema, julgue (C ou E) os itens abaixo.

Quando a escravidão entrou em crise, as diplomacias de Brasil e Argentina alinharam-se e rivalizaram com a dos Estados Unidos da América, tendo em vista a captação, na Europa, de imigrantes que proveriam de mão-de-obra as suas lavouras.

6 Q87629
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2006 Banca: CEBRASPE / CESPE
Com o início do Segundo Reinado, são plenamente restabelecidas
a prerrogativa monárquica e a centralização administrativa. A Monarquia
constitucional parlamentarista de quatro poderes se viu reforçada.
Existiam dois grandes partidos monárquicos. O Partido Conservador
consistia na aliança entre a burocracia, o grande comércio e a grande
lavoura de exportação. O Liberal era formado por profissionais liberais
urbanos e por agricultores ligados ao mercado interno e às áreas mais
recentes de colonização. Pelo sistema eleitoral que vigoraria até 1889,
estavam excluídos do direito de voto os escravos, os menores de 25 anos
(com exceções), os criados de servir, os religiosos que vivessem em
comunidade claustral e todo aquele que não percebesse determinada
renda líquida anual. Só podiam ser eleitos parlamentares os cidadãos
brasileiros com renda elevada que professassem a religião do Estado. A
reforma eleitoral de 1881 ampliou a renda exigida para a condição de
eleitor e proibiu o analfabeto de votar.
Em meio a esse sistema político é que seria processada a abolição
da escravidão e decretada a Lei de Terras (1850). A apreensão do
processo de abolição da escravidão envolve diversos níveis de análise,
um dos quais diz respeito às dimensões macro-históricas e mundiais do
processo. É nesse contexto que se entendem as pressões inglesas para a
suspensão do tráfico atlântico para o Brasil. Contudo, não se pode
esquecer que a sociedade brasileira não se resume e nem se esgota nas
suas relações externas: ela possui também as suas estruturas internas, com
lógica própria.
João Luís Fragoso e Francisco Carlos Teixeira da Silva. A política no Império e no início
da República Velha: dos barões aos coronéis. In: Maria Yedda Linhares (org.). História
Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1996, p. 199-204 (com adaptações).

Considerando o tema abordado no texto, a presença da escravidão na
formação histórica do Brasil e o processo abolicionista, que se estende
por boa parte do século XIX, além de seus desdobramentos na
configuração da sociedade brasileira contemporânea, assinale a opção
correta.
A
B
C
D
E
7 Q86009
HISTÓRIA DO BRASIL
5.3 A questão da escravidão.
Ano: 2004 Banca: CEBRASPE / CESPE

Com a queda da monarquia, em 1889, ainda que
preservada a dominação oligárquica, o novo regime acaba
beneficiando-se dos efeitos modernizadores, decorrentes da abolição
da escravatura (1888), sobre o desenvolvimento da economia
cafeeira que se dinamiza com a introdução do trabalho livre e de
imigrantes europeus. Com a Primeira República, extingue-se o
sistema censitário, mas os analfabetos são excluídos totalmente do
direito de voto.
As primeiras pressões democratizantes buscando alterar a
ordem liberal excludente se desencadeiam apenas na década de 20,
quando se inicia a crise da República Velha, que, com a Revolução
de 1930, submerge no centro de suas próprias contradições. As
insurreições sucessivas dos tenentes e a Coluna Prestes permitem,
mais tarde, que a Aliança Liberal, com a Revolução de 1930,
transcenda à mera disputa regionalista e se transforme em um
projeto nacional que busca legitimidade nas camadas médias urbanas,
superando os limites ideológicos das oligarquias dissidentes.
Essas aspirações crescentes do Brasil urbano serão, em parte,
frustradas, após 1930, pela conjugação de duas tendências
antiliberais — o estatismo crescente e o pensamento autoritário. A
radicalização político-ideológica dos anos críticos, entre 1934 e
1938, solapa o consenso revolucionário e produz efeitos perversos.
Na república populista, após o Estado Novo de Vargas, persiste o
mesmo padrão dominante da lógica liberal e da práxis autoritária. A
estruturação partidária de 1945 a 1966 foi dominada pela
hegemonia dos partidos conservadores.
Hélgio Trindade . Brasil em perspectiva: conservadorismo liberal e democracia
bloqueada. In: Carlos Guilherme Mota (Org.). Viagem incompleta: a experiência
brasileira (1500–2000) – a grande transação. São Paulo: SENAC, 2000, p. 357–64
( c o m a d a p t a ç õ e s ) .

Nos estertores do regime monárquico, a abolição do trabalho
escravo pela L ei Áurea, ainda que tenha desagradado a uma
significativa parcel a da classe proprietária, não foi capaz de
promover a inc l u s ão social dos negros recém-libertados,
reforçando um quadro de subalternidade dos afrodescendentes
ainda visível em pleno início do século XXI.